Você já leu “O Código da Vinci” do Dan Brown? Eu já. E em uma das grandes sacadas do herói, Robert Langdon, me foi apresentada em detalhes a utilidade de anagramas, que não passa da reordenação das letras de palavras ou frases, para que se obtenha um código, e não permita que qualquer um leia. Enfim, depois de apresentado a essa técnica acabei ficando um pouco animado e fazendo minha experiências, a única que realmente me marcou, tanto é que estou escrevendo sobre ela , era assim:
“A adeus ontem ermo?”
Se você levar ao pé da letra ficaria assim:
“E a despedida do passado solitário?”
Me entenda, eu estava em uma época difícil, triste, me preparava para os meus primeiros vestibulares. Mas não era essa a mensagem que minha frase realmente transmitia, era seu anagrama que me importava. E aqui vem a “mágica”:
“A adeus ontem ermo?”
“Onde está meu amor?”
(Percebeu? As mesmas letras, porém em outra ordem.)
Essa era uma pergunta que me fazia todos os dias, que me machucava mais a cada dia. E desde que “criei” essa frase se passaram dois anos... O que mudou? TUDO! (TUDO sim, no meu mundo, nada mais é o mesmo, e não me venha com “tudo é uma expressão perigosa”)...
Passei em um vestibular, já estou no segundo período de um curso, que pode não ser a minha primeira opção, mas é uma idéia que me agrada mais a cada dia. Minha auto-estima agora é outra, posso dizer para qualquer um que sou feliz e tenho orgulho da grande maioria de meus atos e escolhas, além de tantos outros detalhes que só melhoraram. E a resposta pra pergunta? Onde está meu amor? Respondida também, estava a alguns quarteirões de distância da minha casa, ou algumas salas de diferença na faculdade. Estava, pois agora ela está ao meu lado, e que essa realidade não mude. Eu sei onde está o meu amor, e essa verdade me faz a pessoa mais feliz do mundo!
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